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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Plataforma gratuita apoia construção de soluções para ensino fundamental 2 e médio

Faz Sentido oferece orientações, recursos e guias práticos para atender aos interesses de adolescentes e jovens do século 21

por Redação  

Como conectar a educação aos interesses de adolescentes e jovens do século 21? Para auxiliar redes de ensino, escolas e gestores neste desafio, a plataforma Faz Sentido ganhou uma nova versão com orientações, ferramentas e guias práticos que ajudam a repensar as etapas do ensino fundamental 2 e médio.
Resultado de uma parceria entre o Instituto Inspirare e o Instituto Unibanco, com conteúdos produzidos pela Agência Tellus e tecnologia desenvolvida pela Inketa, a plataforma foi apresentada nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF), durante o Seminário Internacional Desafios e Oportunidades para os Anos Finais do Ensino Fundamental.
“Ao desenvolver a Faz Sentido, a nossa preocupação é de fato ajudar escolas, redes e professores a entenderem melhor quem é esse adolescente e jovem do século 21. Quais são os seus comportamentos, demandas e expectativas em relação à escola? Conhecendo melhor esse estudante, eles podem rever o currículo, as práticas pedagógicas e a organização da escola para se aproximar da contemporaneidade”, destaca Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare.
Com base nos estudos e referências disponíveis na plataforma, ela diz que escolas e redes podem construir soluções específicas para enfrentar os seus desafios. “A Faz Sentido é um convite para que escolas possam se repensar de forma autônoma e empoderada. Nós não queremos que elas fiquem replicando modelos, mas que possam se repensar à luz do novo estudante que está na sala de aula.”
A plataforma foi construída a partir de pesquisas de campo, entrevistas e encontros de cocriação, que reuniram especialistas da educação, do poder público e de institutos. Professores, estudantes, familiares e gestores das redes municipais de educação de Salvador (BA) e São Miguel dos Campos (AL) também participaram de encontros e oficinas para testar e implementar soluções práticas com o apoio da ferramenta.
Diferente da versão anterior, que apresentava uma trilha única para redes de ensino implementarem soluções, a plataforma agora oferece caminhos e estratégias desenhadas para professores, escolas e gestores, trabalhando com recursos específicos para a realidade de cada profissional. “Todo material foi construído em processos de colaboração. As trilhas foram elaboradas a partir de experiências práticas e aprimoradas com o apoio de secretarias, familiares, alunos, técnicos e professores de escolas que experimentaram a ferramenta”, explica Carolina Faria, consultora da Agência Tellus.
A novas trilhas funcionam como guias práticos para construir soluções nas áreas de formação de professores, currículo, avaliação e certificação, práticas pedagógicas, família e comunidade, ambiente da escola e gestão.
O destaque da nova versão também é a inclusão de ferramentas e orientações específicas para o ensino médio, que enfrenta o desafio de construir um currículo mais aderente, acolhedor e inclusivo para todos os jovens, conforme avalia Alexsandro Santos, gerente de desenvolvimento de soluções do Instituto Unibanco. “Esse desafio só vai ser enfrentado se a gente conseguir democratizar a conversa sobre a construção do currículo. Ele não sairá pronto dos gabinetes de secretarias. Só poderá ser feito a partir da construção coletiva de estudantes, de educadores e da comunidade. Esperamos que a plataforma torne possível essa discussão.”
Para apoiar educadores e gestores escolares que desejam implementar as trilhas, a plataforma oferece um acompanhamento à distância. Para receber mentoria presencial e promover processos mais profundos de mudança, redes de educação ainda podem solicitar apoio pelo e-mail contato@fazsentido.org.br.

A plataforma também permite que educadores e gestores de todo o país compartilhem recomendações e práticas de êxito. Todos os recursos são gratuitos e podem ser acessados em http://fazsentido.org.br.

FONTE: PORVIR

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Porvir lança guia para promover encontros entre empreendedores e educadores

Metodologia criada pelo Instituto Inspirare reúne dicas para a organização de oficinas que promovam colaboração entre escolas e empresas



por Vinícius de Oliveira
A relação entre educadores e empreendedores é essencial para o desenvolvimento de soluções digitais que impactem o aprendizado e a concretização de inovações educacionais na escola. Embora todos trabalhem com educação, eles têm referências diferentes, enfrentam rotinas diversas e até falam cada um de um jeito. Foi pensando nisso que o Porvir/Inspirare, em parceria com Criamundi, lançaram o toolkit Apreender na Prática – Como promover conexões produtivas entre empreendedores e educadores, disponível no especial Apreender, do Porvir, que orienta a organização de oficinas com a participação dos dois públicos.
A apresentação do guia aconteceu durante o 11º Conecte-c, evento realizado pelo CIEB (Centro para Inovação da Educação Brasileira), que reuniu nesta terça-feira (5) cerca de 70 integrantes do ecossistema de educação, como empreendedores, gestores, educadores e pesquisadores. Para discutir os desafios e o os benefícios da aproximação entre educadores e empreendedores, participaram da discussão Felipe Correia, fundador da Eduqa.me, plataforma digital para gestão pedagógica da escola, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que fica em São Paulo, e Márcia Padilha, fundadora da Criamundi.
Primeiro a tomar a palavra, Correia lembrou dos primeiros passos da Eduqa.me, quando precisava convencer seu público-alvo que toda a papelada envolvida no dia a dia da escola, da diretoria à sala de aula, poderia ser trocada por um processo totalmente online, até para facilitar a comunicação com os pais. “É um desafio para as escolas mostrar como é o desenvolvimento de linguagem em uma turma de maternal. A Eduqa.me consegue tornar essas informações visíveis para a direção e coordenação e dá agilidade para o professor”.
Para essa mensagem chegasse sem ruídos, a saída foi iniciar uma aproximação virtual (por meio do blog Na Escola) e presencial com os professores, incluindo uma das oficinas Apreender na Prática, em 2016. “A gente só conseguiu chegar a 100 mil visitas ao blog porque sentamos com mais de 150 professores de escolas públicas e privadas para entender as dores que eles tinham e melhorar a plataforma”, disse Correia. Como resultado, a Eduqa.me descobriu certas peculiaridades da vida do professor e preparou suas vendas e entrevistas para depois das 19 horas, quando acaba o expediente nas escolas.
Quem está na escola
Pelo lado do gestor, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que recentemente escreveu um artigo para o Porvir, trouxe a experiência de quem encontrou sobreposição de ferramentas digitais sendo usadas em sua escola e decidiu enxugar a lista de parceiros investigando o porquê de suas escolhas.
O Elvira trabalha baseado em tem três grandes pilares, que orientam todo o projeto pedagógico: metodologia de projetos, metodologias ativas e cultura maker. Para atendê-los, Andrezza admite ser inviável desenvolver ferramentas internamente, mas é possível escolher usá-los como filtro para qualificar a compra.
“Quando a gente vê que existe alinhamento com o propósito, rodamos um piloto. Foi assim que fizemos com a Guten News. Chamamos as professoras, vimos que fazia sentido e colocamos para esse ano”, afirma.
Engana-se, no entanto, quem pensa que o relacionamento entre empresa e escola acaba na assinatura do contrato, que Andrezza chega a comparar a um “casamento”. “Você precisa ter alguém que tenha disponibilidade para viver a experiência da escola. Pacote pronto não adianta. O que funciona são os propósitos e os pilares, porque você não pode parar todos os processos de uma escola para adequá-los à ferramenta”, resume.
Oficinas
Ao final do encontro, Márcia Padilha organizou uma atividade em grupos que simula uma das fases da oficina Apreender na Prática, que foram criadas e prototipadas pelo Inspirare em 2016, em parceria com  Inketa, The Impact Hub e Artemísia. Tratam-se de encontros presenciais estruturados para professores e gestores de escolas conhecerem, avaliarem e validarem soluções de empresas de tecnologia na educação. No recém-lançado toolkit, sua metodologia é compartilhada para facilitar a organização de encontros semelhantes, de forma autônoma, por outras instituições envolvidas no ecossistema de empreendedorismo em educação. Segundo Tatiana Klix, editora do Porvir presente no lançamento, a disponibilização desse material tem o objetivo de ampliar as possibilidades de colaboração entre esses públicos.

FONTE: PORVIR