Mostrando postagens com marcador MIT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MIT. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de julho de 2014

MIT Está Criando Tela Para Ser Vista Por Quem Tem Problemas de Visão Sem a Ajuda de Óculos

 
Daqui a alguns anos, assistir à TV ou enxergar o que aparece no smartphone sem óculos não vai mais ser uma tarefa torturante para quem sofre de miopia ou condições relacionadas, pelo menos no que depender do MIT: um grupo de pesquisadores da instituição está desenvolvendo um tipo de tela capaz de ajustar a exibição de seu conteúdo para que o usuário possa vê-la corretamente sem lentes corretivas.
 
A miopia está entre as doenças oculares mais comuns. Nela, a luz que entra no olho não é focalizada na retina, mas um pouco antes dela, fazendo com que seu portador não consiga enxergar corretamente objetos que estão longe.
 
Como consequência, a pessoa vê o conteúdo da TV ou de uma placa de trânsito, por exemplo, de maneira borrada, mesmo que o objeto esteja a distâncias curtas - um ou dois metros, por exemplo. Em muitos casos, o indivíduo só consegue enxergar corretamente um item em suas mãos se aproximá-lo de seus olhos.
 
O tratamento mais comum para o problema é o uso de óculos ou lentes de contato que ajudam a direcionar o foco da luz para a retina. Na pesquisa que está sendo conduzida pelo MIT, a tela é capaz de dispensar estes itens ao fazer ela mesma os ajustes necessários para corrigir a focalização.
 
 
O MIT utilizou uma câmera DSLR e um iPod touch para os testes
O MIT utilizou uma câmera DSLR e um iPod touch para os testes
 
Para isso, um conjunto de algoritmos altera parâmetros de cada um dos pixels da tela para que seus raios de luz, ao passarem pelos furos de um filtro especial posicionado em frente ao painel, atinjam corretamente a retina quando chegarem aos olhos do usuário.
 
Os pesquisadores explicam que a tecnologia visa se antecipar à forma como os olhos, por conta da miopia, distorcem a informação visual. Para tanto, os algoritmos precisam ser ajustados para trabalhar de acordo com as necessidades individuais do usuário, uma vez que a miopia se manifesta de maneira diferente em cada pessoa.
 
O professor Ramesh Raskar, um dos cientistas responsáveis pelo projeto, acredita que a tecnologia poderá ser modificada para trabalhar com mais de uma pessoa se a tela tiver uma resolução altíssima. Mas, obviamente, o objetivo de agora é fazer com que a técnica funcione na sua forma mais simples.
 
Para chegar à fase atual, os pesquisadores utilizaram uma câmera DSLR para simular a focalização dos olhos de uma pessoa e um iPod touch com um filtro na tela para exibir imagens.
 
Nos testes, os algoritmos conseguiram fazer o dispositivo mostrar um balão colorido e um autorretrato de Vincent Van Gogh corretamente ao compensarem a distorção criada na câmera.
 
Ainda há muito trabalho a ser feito para que a ideia possa ser testada de maneira efetiva em pessoas. Hoje, a técnica exigiria que o indivíduo ficasse com os olhos parados para funcionar, uma exigência impraticável: movimentamos a cabeça naturalmente por uma série de razões, inclusive para ajustar o foco quando uma imagem não nos parece clara.
 
Os pesquisadores esperam que, em uma fase mais avançada, o software da pesquisa consiga acompanhar os movimentos oculares para ajustar os parâmetros da tela em tempo real e, assim, contornar esta limitação.
 
Vale dizer que, se conseguir chegar a um nível suficientemente “maduro” de desenvolvimento, a tecnologia poderá ser usada para compensar também outras condições oculares comuns, como a presbiopia (visão cansada) e a hipermetropia (dificuldade para enxergar objetos próximos).
 
Com informações: MIT Technology Review
 

Fonte: Tecnoblog

segunda-feira, 28 de abril de 2014

MIT Oferece Curso Gratuito de Aprendizagem Criativa

Learning Creative, voltado para designers, especialistas em TIC e educadores, será oferecido on-line a partir de 11 de fevereiro.


      
Um grupo de pessoas aprendendo sobre o próprio processo de aprendizagem. De todas os cantos do mundo, os participantes deste grupo vão discutir estratégias para o uso de tecnologias que possam dar suporte a aprendizagem criativa. E qualquer pessoa pode fazer parte desta turma, sem precisar viajar, nem mesmo sair de casa. O Learning Creative (Aprendizagem Criativa), que pretende alcançar designers, especialistas em tecnologia e educadores,  será oferecido on-line e gratuitamente pela primeira vez, por meio da parceria entre o MIT Media Lab e a P2PU (Peer 2 Peer University), plataforma que disponibiliza cursos on-line voltados para universitários.
Com início marcado para o dia 11 de fevereiro, em que será introduzido os conceitos-chave da aprendizagem criativa. Para isso, será usado o texto Tudo que eu realmente preciso saber (sobre pensamento criativo), eu aprendi (ao estudar como as crianças aprender), escrito pelo próprio Resnick e apresentado durante uma Conferência de Criatividade e Conhecimento, em 2007. Até o dia 13 de maio, data final do curso,  o grupo vai abordar diversos assuntos que permeiam esse tipo inovador de aprendizagem, entre eles: criatividade social,  pedagogias que empoderem grandes ideias e estimulem o lado criativo dos estudantes, aprendizagem fora da sala de aula e como a comunidade pode influenciar no desenvolvimento de inovações.
Rosario Rizzo / Fotolia.comLearning Creative, voltado para designers, especialistas em tecnologia e educadores será oferecido on-line a partir de 11/02

Criado por Mitch Resnick, professor no MIT Media Lab e do centro de pesquisas de aprendizagem da LEGO. Para desenvolver essa versão do on-line, Mitch está trabalhando ao lado de Natalie Rusk, cientista especializada em pesquisas sobre o jardim de infância e Philipp Schimidt, diretor executivo da P2PU. Para eles, um dos fatores importantes na expansão do curso para a internet, é a expectativa de que os participantes se tornem colaboradores, em vez de receptores passivos. “O curso é baseado no trabalho que estamos desenvolvendo no MIT Media Lab, criando ferramentas que engajam, principalmente crianças, em atividades de aprendizagem criativa. Usamos tecnologias como robótica, ferramentas da Lego e o Scratch [plataforma do MIT para ensinar crianças a programar]. Vamos compartilhar metodologias e princípios de design que norteam nossos trabalhos”, disse Resnick no vídeo de apresentação do curso.
E os métodos para estudar serão para todos os gostos. Além da leitura de documentos e pesquisas, palestras em vídeo serão transmitidas ao vivo, via streaming. A ideia é que os participantes tenham liberdade para se reunir em grupos para discutir os conceitos analisados em cada aula e aproveitem o ambiente virtual para realizar alguns experimentos. “Estamos oferecendo o curso on-line para que participantes de todo mundo possam conversar com nossos convidados, possam testar as tecnologias de suas próprias casas e também discutir em pequenos grupos o que estamos ensinando”, diz Resnick.
Para se inscrever, basta preencher o campo na página oficial do curso com o endereço de e-mail e aguardar a divertida confirmação, que vem acompanhada de um vídeo dos Muppets. Uma das boas notícias é que, se você não puder acompanhar a aula ao vivo, todo o conteúdo em vídeo estará disponível dentro da plataforma. Apesar de não fornecer nenhum tipo de certificado, Resnick afirma que “será uma grande experiência de aprendizado”, inclusive para eles próprios. “Essa também é nossa primeira experiência com um curso on-line que vai nos ajudar a desenhar os próximos. É claro que tudo não vai sair como imaginamos, mas essa é a ideia. Acreditamos que a melhor experiência de aprendizado acontece quando você assume riscos, experimenta e aprende com os seus erros.”
Fonte: Porvir

‘Todas as Etapas do Aprendizado Deveriam Ser Como o Jardim de Infância’

No dia em que o Porvir completa dois anos, Mitchel Resnick, do MIT Media Lab, fala no Transformar sobre a necessidade de se quebrar as barreiras da escola.

Mitchel Resnick acredita tanto que todas as fases do aprendizado deveriam ser como o jardim de infância que tudo o que faz como professor do MIT Media Lab aponta para isso. Fundador do Scratch, linguagem de programação que já introduziu dezenas de milhares de crianças ao universo dos códigos, Resnick é diretor no MIT de um grupo chamado Lifelong Kindergarten (jardim de infância ao longo da vida, em livre tradução), no qual desenvolve tecnologias para promover a criatividade entre os alunos.
Fisicamente, os espaços onde seus alunos de mestrado e doutorado fazem suas pesquisas em muito se assemelham com as salas de educação infantil: laboratórios amplos, sem muitas paredes, com muito material colorido – de tubos enormes de tecido a massas de modelar – e até mesas de totó e pingue-pongue à disposição. Mas como estão em uma das universidades mais tecnológicas do mundo, além de todos esses apetrechos artesanais, seus alunos têm acesso também a computadores de última geração e robôs de todos os tipos.
storm / Fotolia.com"Todas as etapas do aprendizado deveriam ser como o jardim de infância"
É desse ambiente que respira criatividade e tecnologia de ponta que Resnick propõe mudanças na educação hoje. O especialista acredita que é preciso derrubar várias barreiras que têm sufocado a escola: a de disciplina, para que os alunos possam aprender por projetos; a de tempo, para que não sejam obrigados a dedicar apenas 50 minutos ou uma hora a alguma atividade; a de idade, para que colegas de séries distintas possam aprender uns com os outros; e a dos muros da escola. “Temos que fazer o aprendizado durar o dia inteiro e provocar que o que é feito fora da escola influencie o que é feito dentro – e vice-versa”, afirmou o especialista em entrevista ao Porvir.
Ferrenho defensor do Maker Movement, Resnick acredita que a programação deve ser ensinada para todos, já que essa habilidade pode ajudar no desenvolvimento das sociedades. Por quê? Ele elenca três razões: os códigos fazem com que as pessoas trabalhem colaborativamente, as ajudam a organizar o pensamento de maneira sistemática e estimulam que tenham ideias criativas para resolver problemas inesperados. Sua convicção o faz comparar a importância de programar com a de ler ou escrever e ainda compara sua lógica com a que Paulo Freire usou décadas atrás. Na época, o educador brasileiro dizia que ensinar a escrever era importante não por questões práticas, mas também porque empoderava os cidadãos a se tornarem ativos em seus meios. “Com programação é a mesma coisa.”
Confira a seguir trechos da entrevista. Para os que ficarem curiosos e quiserem saber mais, Resnick esteve no Transformar 2014, em 27/04/2014, dia em que o Porvir completou dois anos. Sua palestra pode ser assistida ao vivo  pelo site transformareducacao.org.br ou pelo Canal Futura.
Divulgação‘A universidade deveria ser como o jardim de infância’
 
 Fonte: Porvir