Mostrando postagens com marcador Programação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Programação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Plataforma Brasileira Usa Vídeos Para Ensinar a Programar Gratuitamente

Giovana Penatti  
 Há diversas maneiras de aprender a programar online sem gastar um tostão. O problema é que boa parte delas está em inglês ou então traduzida para o português. Enquanto nenhuma dessas características necessariamente inviabiliza o aprendizado, pode ser mais fácil aprender com o material já criado no nosso idioma e por brasileiros.
 
O Curso Em Vídeo se encaixa aí: criado no ano passado pelo professor Gustavo Guanabara, ele é gratuito e oferece cada vez mais cursos na área de TI.
Guanabara dá aulas há 20 anos e, após atuar desde a educação infantil até a universitária e à distância, teve a ideia de criar a plataforma de ensino que utiliza vídeos. Todos têm menos de 30 minutos e estão disponíveis gratuitamente, então não tem desculpa para começar a estudar algo que você está adiando, né?


 
As vídeo-aulas estão tanto na plataforma do Curso Em Vídeo quanto no YouTube, e nem precisa ter cadastro para assisti-las. Mas, ao fazê-lo, você tem algumas vantagens, como a possibilidade de baixar pacotes de conteúdo de apoio que podem ajudar em seus estudos e exercícios para treinar, além de ganhar um certificado válido em todo o Brasil ao término de cada curso – a plataforma contabiliza as horas estudadas através dela e, quando ele chega ao fim, permite que o certificado seja baixado.
 
Atualmente, há cursos de HTML5 (com CSS3 e JavaScript) e Algoritmos disponíveis no Curso em Vídeo. Nas próximas semanas, cursos de PHP, Java e Photoshop estarão no site, sendo que o primeiro já tem data marcada para chegar: dia 4 de agosto. E, como todos os outros, é gratuito.
 
Fonte: Tecnoblog

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Por que é Importante Aprender a Programar?

Mitchl Resnick, pesquisador do MIT, defende que todas as crianças devem aprender a programar.
 
Saber interagir com a tecnologia não é o bastante, jovens e crianças devem aprender a criar com tecnologia

 
 
Você com certeza conhece uma criança (ou várias) que adora mexer no celular ou no tablet e tem mais desenvoltura com as telas e os botões do que os próprios pais. Hoje, as crianças já nascem "digitais", mas para um pesquisador do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), a interação é a relação mais básica que podemos ter com a tecnologia. "Na maioria do tempo, as crianças estão apenas navegando, conversando e jogando com aplicações, mas não estão projetando, criando e se expressando por meio dessas tecnologias. Por que só brincar com jogos eletrônicos se você pode criar seus próprios jogos?" perguntou Michel Resnick, que trabalha no Laboratório de Mídia do Instituto.

O americano explicou em palestra no evento Transformar 2014 por que o ensino da programação é importante para as crianças. Ele acredita que saber programar é tão importante quanto saber escrever. "Escrever no mundo de hoje significa saber nos expressar com as tecnologias atuais: saber programar", disse.

A necessidade de aprender a escrever algoritmos e programas vai além da utilidade profissional. Mesmo que não sejam cientistas da computação, Resnick defende que todas as crianças devem ter a oportunidade de ser "fluente" em programação. "Todas as crianças aprendem a escrever, porque é uma habilidade útil para todos e em todos os aspectos da vida. A programação funciona da mesma forma", disse.

A maior vantagem em aprender a programar não é se dar melhor no mercado de trabalho, embora isso também aconteça, mas a mudança mental que a programação produz nas crianças. Além de organizar as ideias, a programação ajuda a ver o mundo de maneira mais criativa e crítica. Resnick revelou que seu pensamento foi inspirado no educador brasileiro Paulo Freire. "Ele tinha os mesmos argumentos sobre ler e escrever. Não é apenas uma questão prática, mas algo necessário para ter uma voz ativa e participar plenamente da sociedade. Nos dias de hoje, não é suficiente apenas usar ou interagir com a tecnologia, você precisa ser fluente nelas."

Scratch

Resnick liderou o desenvolvimento de uma linguagem de programação gratuita com o objetivo de estimular as crianças a desenvolverem essa "fluência" tecnológica: o Scratch.

Composto por blocos de comandos visuais e encaixáveis, o Scratch pode ser experimentado por crianças a partir dos 8 anos. Desde 2007, quando foi lançado, crianças do munto todo já criaram mais de 5 milhões de projetos como jogos, animações e histórias interativas. "Queremos que a programação seja tão fácil quanto brincar de lego", disse. Na plataforma, a criança monta seu programa a partir de diferentes categorias de blocos (movimento, som, visual etc) e já vê o resultado na tela.

No Laboratório de Mídia do MIT, o grupo de Resnick é conhecido como "lifelong kindergarten" (ou Jardim de infância ao longo da vida, em tradução livre). Eles adotaram esse nome porque se inspiram no Jardim de Infância e no aprendizado livre que as crianças experimentam nessa fase. "Se as crianças pensam em uma história na floresta encantada, logo usam giz de cera e começam a desenhar essa floresta. Elas criam as coisas de acordo com seu interesse e aprendem muito durante o processo", resumiu Resnick. Sua ideia é estender para todas as idades essa abordagem de aprender a partir de projetos que façam sentido para cada aluno. "A tecnologia pode tornar isso possível!", completou.

 
Programar desenvolve uma série de habilidades necessárias para o século 21. Veja alguns dos benefícios de aprender a programar listados por Mitchel Resnick.


Para ler, clique AQUI
 
 
 
 
 


terça-feira, 6 de maio de 2014

Codecademy lança versão em português

Plataforma que ensina a linguagem da programação de graça já possui versão beta para os usuários brasileiros

 
Há quem diga que, no século 21, aprender programação será tão importante quanto aprender a ler. Em um mundo repleto de novas tecnologias, conhecer a linguagem das máquinas pode ser uma habilidade necessária. Para compreender o mundo dos códigos, já existem diversas opções on-line que estão disponíveis gratuitamente. Uma das mais famosas internacionalmente é o site americano Codecademy. Para a alegria dos brasileiros, durante o Transformar 2014, o cofundador da plataforma Zach Sims anunciou o lançamento da versão em português.

reezabrat / Fotolia.com

No site da Codecademy é possível ter acesso a aulas de diferentes linguagens de programação, como o Javascript, HTML, CSS, e PHP. Baseado em princípios de gamificação, o serviço permite que o usuário faça um cadastro e receba feedbacks de seu desenvolvimento, recebendo medalhas para completar exercícios e podendo exibir a sua pontuação para outros usuários.

Para Zach Sims, a programação é uma das habilidades mais importantes do século 21. Com esse conhecimento é possível estimular o raciocínio lógico e melhorar a capacidade de resolução de problemas, itens considerados indispensáveis nos dias de hoje. “A programação é multidisciplinar porque você muda a maneira de pensar”, explicou. Segundo ele, com a Codecademy, o usuário consegue treinar essas habilidades da forma que quiserem e quando desejarem.

Com a plataforma, o usuário pode aprender no seu próprio ritmo. Ao passar pelas lições, é possível relacionar conceitos práticos e teóricos, fazendo tarefas para aplicar o conhecimento adquirido. No decorrer do curso, conforme o usuário avança, também precisa resgatar conceitos aprendidos anteriormente para completar as novas tarefas.

Mitchel Resnick, professor do MIT Media Lab, também acredita que a programação é uma habilidade importante para este século. “Não devemos aprender apenas a programar, mas programar para aprender”, afirmou durante o Transformar. De acordo com ele, o aprendizado de programação oferece para as pessoas a oportunidades de terem fluência nas novas tecnologias. Trabalhar essa habilidade na sala de aula também pode ser uma ótima ferramenta para oferecer oportunidades de criação e personalização. “Precisamos proporcionar oportunidades para que as crianças sejam pensadores criativos. Se permitirmos que elas construam coisas no mundo físico e virtual, unindo as duas, estamos criando novas dimensões para aprenderem”, defendeu.

Fonte: Porvir

segunda-feira, 28 de abril de 2014

‘Todas as Etapas do Aprendizado Deveriam Ser Como o Jardim de Infância’

No dia em que o Porvir completa dois anos, Mitchel Resnick, do MIT Media Lab, fala no Transformar sobre a necessidade de se quebrar as barreiras da escola.

Mitchel Resnick acredita tanto que todas as fases do aprendizado deveriam ser como o jardim de infância que tudo o que faz como professor do MIT Media Lab aponta para isso. Fundador do Scratch, linguagem de programação que já introduziu dezenas de milhares de crianças ao universo dos códigos, Resnick é diretor no MIT de um grupo chamado Lifelong Kindergarten (jardim de infância ao longo da vida, em livre tradução), no qual desenvolve tecnologias para promover a criatividade entre os alunos.
Fisicamente, os espaços onde seus alunos de mestrado e doutorado fazem suas pesquisas em muito se assemelham com as salas de educação infantil: laboratórios amplos, sem muitas paredes, com muito material colorido – de tubos enormes de tecido a massas de modelar – e até mesas de totó e pingue-pongue à disposição. Mas como estão em uma das universidades mais tecnológicas do mundo, além de todos esses apetrechos artesanais, seus alunos têm acesso também a computadores de última geração e robôs de todos os tipos.
storm / Fotolia.com"Todas as etapas do aprendizado deveriam ser como o jardim de infância"
É desse ambiente que respira criatividade e tecnologia de ponta que Resnick propõe mudanças na educação hoje. O especialista acredita que é preciso derrubar várias barreiras que têm sufocado a escola: a de disciplina, para que os alunos possam aprender por projetos; a de tempo, para que não sejam obrigados a dedicar apenas 50 minutos ou uma hora a alguma atividade; a de idade, para que colegas de séries distintas possam aprender uns com os outros; e a dos muros da escola. “Temos que fazer o aprendizado durar o dia inteiro e provocar que o que é feito fora da escola influencie o que é feito dentro – e vice-versa”, afirmou o especialista em entrevista ao Porvir.
Ferrenho defensor do Maker Movement, Resnick acredita que a programação deve ser ensinada para todos, já que essa habilidade pode ajudar no desenvolvimento das sociedades. Por quê? Ele elenca três razões: os códigos fazem com que as pessoas trabalhem colaborativamente, as ajudam a organizar o pensamento de maneira sistemática e estimulam que tenham ideias criativas para resolver problemas inesperados. Sua convicção o faz comparar a importância de programar com a de ler ou escrever e ainda compara sua lógica com a que Paulo Freire usou décadas atrás. Na época, o educador brasileiro dizia que ensinar a escrever era importante não por questões práticas, mas também porque empoderava os cidadãos a se tornarem ativos em seus meios. “Com programação é a mesma coisa.”
Confira a seguir trechos da entrevista. Para os que ficarem curiosos e quiserem saber mais, Resnick esteve no Transformar 2014, em 27/04/2014, dia em que o Porvir completou dois anos. Sua palestra pode ser assistida ao vivo  pelo site transformareducacao.org.br ou pelo Canal Futura.
Divulgação‘A universidade deveria ser como o jardim de infância’
 
 Fonte: Porvir

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Projeto brasileiro ensina programação pela internet gratuitamente



A busca desesperada por profissionais qualificados no mercado de tecnologia levou empresas nacionais a copiar uma iniciativa americana para incentivar os brasileiros a procurar este setor.

A Locaweb e a Caleum (que oferece cursos de programação) lançaram o Ano do Código, campanha semelhante à Code.org, que envolve nomes como Mark Zuckerberg e Bill Gates. Outras empresas daqui se envolveram com criação de conteúdo e divulgação, como GUJ, Alura, Globo.com, Code Miner e Casa do Código.

Como ocorre na Code.org, internautas são estimulados a ter contato com esquemas de programação de forma simples, com tutoriais e depoimentos em vídeo que ajudam a melhorar o entendimento das tarefas.

Nas aulas, o aluno usa blocos que simulam comandos de programação. No primeiro exercício, por exemplo, é preciso unir ações como "avançar", "virar à direita" e "virar à esquerda" para mover um jogador de futebol pelo campo. Sempre que cumpre uma tarefa, o internauta pode ver o código que seria necessário para efetuar a ação.

São quase 50 etapas; quando conclui, o aluno pode procurar conteúdo de parceiros ou de iniciativas semelhantes, a exemplo da Codecademy. Clique aqui para conhecer o Ano do Código.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Programadores mirins estão invadindo o mundo do desenvolvimento de apps

(Fonte da imagem: Reprodução/Conversations by Nokia)

Ferramentas intuitivas fazem com que até jovens de 8 anos consigam criar seus programas para todo tipo de plataforma

Se envolver cedo com o mundo da tecnologia pode até ser algo comum, mas o caso de Mohamed Tariq Jaffar Ali consegue surpreender. Com apenas oito anos, o garoto está lançando seu primeiro aplicativo para smartphone (atualmente disponível apenas no Windows Phone), chamado Kids Zone, que lista vídeos do YouTube sobre desenhos.

Mais impressionante que isso foi o tempo que o garoto levou para criar seu programa. Tariq teria participado de um evento de programadores em Boston, a incentivo de seu pai (que trabalha nessa área), e visto um painel sobre a ferramenta de desenvolvimento de aplicativos para Windows Phone. Ao fim da palestra de uma hora, o jovem já tinha o software pronto.

E não pense que Tariq pretende parar por aqui. Segundo o site Conversations by Nokia, ele já está planejando adicionar novo conteúdo ao Kids Zone, além de criar um novo programa sobre países e capitais do mundo.

O primeiro de muitos

 

Uma notícia como essa pode ser impressionante, mas acredite: ao que parece, ele é apenas um entre muitos outros que devem aparecer daqui para frente – e com projetos cada vez maiores e mais ambiciosos.

Jovens como os irmãos Luke (15) e Veronica Andrews (13), por exemplo, foram incentivados por seu pai Dean Andrews (um desenvolvedor da Nokia) a comparecer a um evento de desenvolvimento de aplicativos. Ao fim do dia, Veronica, que já estava aprendendo os preceitos de programação, criou um aplicativo totalmente focado em informações de pinguins.

Luke, por sua vez, trabalhou em algo bem mais ambicioso em seu segundo projeto (sim, ele já havia desenvolvido um aplicativo antes). Isso porque ele pretende apresentar seu novo software para uma empresa da região, que traz imagens sobre o estabelecimento, além de um tour virtual e detalhes para seus possíveis consumidores.

Casos como esse são apenas alguns deles, é claro. Mas isso ainda deixa uma mensagem clara: graças a ferramentas cada vez mais amigáveis, os jovens estão vindo com cada vez mais força e interesse para o mundo do desenvolvimento de aplicativos.

 
Fonte: TecMundo

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aprenda a programar em apenas um ano com a Codecademy


Em qualquer lista de profissões do futuro, lá estão os cargos destinados às pessoas com conhecimento de programação de sites, softwares e aplicativos móveis. A demanda cresce cada vez mais, mas ganhar proficiência nesse tipo de linguagem exigia até hoje uma imersão grande em livros e sites pouco didáticos e difíceis para quem não tem pelo menos algumas noções básicas da arquitetura da internet e da tecnologia no geral.

É justamente isso que espera mudar a Codecademy, uma startup fundada em Nova York e que quer democratizar programação. Fundada por dois ex-colegas da universidade de Columbia, Zach Sims e Ryan Bubinski,  a empresa já angariou US$ 12,5 milhões em fundos de capital para expandir seu curso gratuito de ensino de código e traduzi-lo para outras línguas além do inglês.

Escritório da Codecademy em Nova York

A companhia promete ensinar os padrões básicos das principais linguagens – HTML, CSS e JavaScript - em um plano de um ano, o chamado Code Year. Trata-se de um método inovador, que usa conceitos extraídos dos games para manter a atenção dos alunos e que pode finalmente tirar esses conhecimentos do gueto técnico.

O método da Codecademy é mais interativo e divertido do que as opções que já existiam no mercado, adotando conceitos da chamada 'gamificação' como a distribuição de badges ao final de cada lição e outras estratégias de engajamento. Até o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou que se tornaria aluno.

O software desenvolvido introduz o mundo da tecnologia da informação na prática, pedindo ao aluno que realize pequenas tarefas para se familiarizar com a escrita de código e que o faça no seu próprio ritmo.

Os dois fundadores da empresa acreditam que todos, mesmo aqueles que não esperam trabalhar com internet, deveriam saber ao menos os conceitos principais da construção da web. Como a internet não parece que abrirá espaço para outra rede de comunicação tão cedo, resta-nos programá-la ou sermos programados. 

"Escrever código é uma alfabetização para o século 21", afirma Zach Zims, co-criador do projeto, na entrevista ao Olhar Digital. (acesse para ler a entrevista)



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

‘A Escola Precisa Preparar os Alunos Para Programar’

O pesquisador e engenheiro de software Silvio Meira é um dos principais pensadores brasileiros sobre a tecnologia da informação e seu impacto na sociedade. Ele escreve artigos científicos e para a imprensa, dá consultorias e profere palestras concorridíssimas em universidades e fora delas. Paraibano de 58 anos, ele também nunca saiu da escola – Silvio é formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, tem mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco, doutorado em Computação pela University of Kent at Canterbury (Inglaterra) e é professor titular de Engenharia de Software da UFPE. Mas tem convicção de que a tecnologia da informação está questionando a utilidade do sistema escolar clássico.
“O que a gente vê claramente acontecendo hoje é um processo em que nós entendemos – talvez de uma vez por todas – que se aprende por toda vida, não só na escola”, diz Silvio.  Aprende-se durante uma discussão na mesa de bar que suscita uma dúvida solucionada pelo Google, aprende-se russo pelo Google Translate durante uma viagem, aprende-se assistindo a vídeos pelo Youtube, exemplifica o pesquisador. “A tecnologia existe fora da escola, em larga escala, profundamente na sociedade”, disse em entrevista ao Porvir. “O mundo não está esperando pela escola, quem está atrasada é a escola”, acrescentou.
Durante a conversa de quase uma hora, que evoluiu sobre questões relacionadas a processos de aprendizagem, problemas do ensino público brasileiro, ferramentas como Youtube e Bing, inovações na área educacional como o EdX (plataforma de cursos online de Harvard e MIT), games, robôs e programação, Silvio foi categórico em afirmar que  o “sistema educacional está falido de maneira catastrófica”.
crédito luxpainter / Fotolia.com

Mas o engenheiro, que ainda é cientista chefe do centro privado de inovação C.E.S.A.R, acredita que mais difícil do que atualizar os professores ou as próprias instituições tecnologicamente é fazer com que a escola seja um ambiente de aprendizado de processos de percepção, interação, compreensão e de intervenção no mundo. E já está preocupado com uma demanda futura, a necessidade de disseminar a cultura da programação. Para Sílvio, numa prazo de 30 a 40 anos será necessário, para exercer qualquer profissão, ter criatividade e capacidade de socialização com softwares de robôs. E é papel da escola preparar os alunos para essa realidade.
“O desafio de usar ou tecnologia da informação não existe mais. As pessoas já usam. Elas precisarão programar também”, prevê. Silvio lança hoje, em São Paulo, o livro Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil, no qual trata do tema explicando porque o empreendedorismo virou moda no país.
Leia parte da conversa, clicando aqui
Fonte: PORVIR

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Crianças de Friburgo, RJ, aprendem programação de computadores

Projeto é inovador e foi iniciado com crianças do 6º ao 9º ano. 
Objetivo é auxiliar no aprendizado de outras disciplinas.

Juliana ScariniDo G1 Região Serrana
Com a ferramenta, alunos podem criar jogos e
programas (Foto: Reprodução)
Ensinar programação de computadores a crianças pode parecer uma ideia distante, mas em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, o projeto começa a sair do papel. Através de uma proposta do professor e programador José Loyola Bechara, alunos da rede municipal de ensino começam a ampliar seus conhecimentos dentro da informática. O projeto foi debatido recentemente com a equipe do Núcleo Tecnológico Municipal (NTM) da secretaria de Educação do município, que já começou a implantação em 20 unidades escolares.

O principal objetivo do ensino da programação nas escolas é melhorar o aprendizado em outras disciplinas, como a matemática, já que utiliza a lógica. Crianças do ensino fundamental, a partir dos 8 anos de idade, já começaram a ter contato com o projeto intitulado “ProgramAção na escola: um passo além da inclusão digital”. A iniciativa é inovadora e, de acordo com José Loyola Bechara, não se tem notícia de escolas na região que tenham esse tipo de disciplina na grade curricular.

As aulas acontecem com o software Scratch, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Ouvi falar sobre essa ferramenta há alguns anos e vi que realmente era totalmente possível fazer com que uma criança pudesse iniciar seu aprendizado de programar”, contou José Loyola, lembrando que os seu filhos aprenderam com facilidade a programação.

O Scratch é um ambiente gráfico onde cada elemento da lógica de programação é um bloco colorido, que se encaixam como em um brinquedo Lego. Para programar, basta clicar no bloco desejado e arrastar para um quadro onde são empilhados, formando a sequência de instruções que o computador executará. Com essa linguagem, é possível criar histórias animadas, jogos e outros programas interativos.


Crianças poderão explorar outras ferramentas no
computador, além da internet (Foto: Rede Globo)

“Com relação à programação para crianças, visei o aumento da quantidade de profissionais. Porém, não é essa a única intenção do projeto. Mesmo que uma criança não venha a se tornar uma profissional de TI, os exercícios de lógica melhoram muito o aprendizado de outras disciplinas”, frisou José. Para ele, a inclusão digital já é algo conquistado, com a grande quantidade de lan houses e centros de inclusão digital.

Segundo Alessandra Jaccoud, coordenadora do NTM, por enquanto apenas as crianças do 6º ao 9º anos estão inseridas no projeto, mas o objetivo é implantar a ideia nas série iniciais. As aulas são ministradas por orientadores tecnológicos, professores que se capacitaram em informática educativa. “Nós estamos com esse projeto que sempre estará interagindo com o conteúdo pedagógico”, explicou Alessandra.


Montagem e manutenção de computadores

Para José Loyola Bechara, o próximo passo no ensino da Tecnologia da Informação (TI) seria o ensino do curso de “Montagem e manutenção de computadores”, que pode ser iniciado a partir dos 12 anos. “Montar computador hoje em dia se resume a encaixar as peças. Teria que ser ensinado alguns conceitos de funcionamento, como compatibilidade entre placas, e isso é algo totalmente possível de ensinar nessa idade”, lembrou.


As vantagens, segundo ele, seria a desmistificação do hardware, além de ensinar os cuidados que se deve ter com energia elétrica. Também seria ensinado instalação dos sistemas operacionais em computadores. “Com isso, um adolescente chegaria aos 16 anos totalmente capaz de trabalhar com o serviço de manutenção em computadores”, destacou.