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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Porvir lança guia para promover encontros entre empreendedores e educadores

Metodologia criada pelo Instituto Inspirare reúne dicas para a organização de oficinas que promovam colaboração entre escolas e empresas



por Vinícius de Oliveira
A relação entre educadores e empreendedores é essencial para o desenvolvimento de soluções digitais que impactem o aprendizado e a concretização de inovações educacionais na escola. Embora todos trabalhem com educação, eles têm referências diferentes, enfrentam rotinas diversas e até falam cada um de um jeito. Foi pensando nisso que o Porvir/Inspirare, em parceria com Criamundi, lançaram o toolkit Apreender na Prática – Como promover conexões produtivas entre empreendedores e educadores, disponível no especial Apreender, do Porvir, que orienta a organização de oficinas com a participação dos dois públicos.
A apresentação do guia aconteceu durante o 11º Conecte-c, evento realizado pelo CIEB (Centro para Inovação da Educação Brasileira), que reuniu nesta terça-feira (5) cerca de 70 integrantes do ecossistema de educação, como empreendedores, gestores, educadores e pesquisadores. Para discutir os desafios e o os benefícios da aproximação entre educadores e empreendedores, participaram da discussão Felipe Correia, fundador da Eduqa.me, plataforma digital para gestão pedagógica da escola, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que fica em São Paulo, e Márcia Padilha, fundadora da Criamundi.
Primeiro a tomar a palavra, Correia lembrou dos primeiros passos da Eduqa.me, quando precisava convencer seu público-alvo que toda a papelada envolvida no dia a dia da escola, da diretoria à sala de aula, poderia ser trocada por um processo totalmente online, até para facilitar a comunicação com os pais. “É um desafio para as escolas mostrar como é o desenvolvimento de linguagem em uma turma de maternal. A Eduqa.me consegue tornar essas informações visíveis para a direção e coordenação e dá agilidade para o professor”.
Para essa mensagem chegasse sem ruídos, a saída foi iniciar uma aproximação virtual (por meio do blog Na Escola) e presencial com os professores, incluindo uma das oficinas Apreender na Prática, em 2016. “A gente só conseguiu chegar a 100 mil visitas ao blog porque sentamos com mais de 150 professores de escolas públicas e privadas para entender as dores que eles tinham e melhorar a plataforma”, disse Correia. Como resultado, a Eduqa.me descobriu certas peculiaridades da vida do professor e preparou suas vendas e entrevistas para depois das 19 horas, quando acaba o expediente nas escolas.
Quem está na escola
Pelo lado do gestor, Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, que recentemente escreveu um artigo para o Porvir, trouxe a experiência de quem encontrou sobreposição de ferramentas digitais sendo usadas em sua escola e decidiu enxugar a lista de parceiros investigando o porquê de suas escolhas.
O Elvira trabalha baseado em tem três grandes pilares, que orientam todo o projeto pedagógico: metodologia de projetos, metodologias ativas e cultura maker. Para atendê-los, Andrezza admite ser inviável desenvolver ferramentas internamente, mas é possível escolher usá-los como filtro para qualificar a compra.
“Quando a gente vê que existe alinhamento com o propósito, rodamos um piloto. Foi assim que fizemos com a Guten News. Chamamos as professoras, vimos que fazia sentido e colocamos para esse ano”, afirma.
Engana-se, no entanto, quem pensa que o relacionamento entre empresa e escola acaba na assinatura do contrato, que Andrezza chega a comparar a um “casamento”. “Você precisa ter alguém que tenha disponibilidade para viver a experiência da escola. Pacote pronto não adianta. O que funciona são os propósitos e os pilares, porque você não pode parar todos os processos de uma escola para adequá-los à ferramenta”, resume.
Oficinas
Ao final do encontro, Márcia Padilha organizou uma atividade em grupos que simula uma das fases da oficina Apreender na Prática, que foram criadas e prototipadas pelo Inspirare em 2016, em parceria com  Inketa, The Impact Hub e Artemísia. Tratam-se de encontros presenciais estruturados para professores e gestores de escolas conhecerem, avaliarem e validarem soluções de empresas de tecnologia na educação. No recém-lançado toolkit, sua metodologia é compartilhada para facilitar a organização de encontros semelhantes, de forma autônoma, por outras instituições envolvidas no ecossistema de empreendedorismo em educação. Segundo Tatiana Klix, editora do Porvir presente no lançamento, a disponibilização desse material tem o objetivo de ampliar as possibilidades de colaboração entre esses públicos.

FONTE: PORVIR

segunda-feira, 20 de março de 2017

27 sites e ferramentas. Saiba o que há de mais recente em áreas como capacitação profissional, ensino de idiomas, letramento, publicação de artigos científicos, programação e robótica


É cada vez mais fácil aprender de um jeito personalizado, seja em sala de aula, em casa ou a caminho da escola ou do trabalho. Em 2016, o Porvir conversou com dezenas de empreendedores da área de educação do Brasil e do exterior para conhecer ferramentas digitais que prometem ensinar mais e melhor.
Na lista abaixo, elencamos 27 plataformas e ferramentas que podem ser usadas em diferentes etapas de ensino e da vida, desde o letramento até a publicação de artigo científico. Também fazem parte da lista sites especializados ajudar educadores a estimularem a interação e a identificar eventuais dificuldades de aprendizagem de seus alunos.

Clique no nome de cada site ou ferramenta para acessar seu respectivo conteúdo no Porvir:

1) Apta Cursos – Plataforma que leva gamificação para o ensino técnico online

2) Beenoculus – Óculos de realidade virtual brasileiro de baixo custo

3) CLUBEaluno – Plataforma oferece plantão de dúvidas em 14 disciplinas escolares

4) Diálogos Embalados – Kits educacionais que são enviados para a casa de assinantes

5) Educity – Cidade virtual vira sala de aula para aprender de tudo

6) Edumais – Rede social que permite criar, compartilhar e acessar cursos online

7) Edusynch – Plataforma adaptativa que facilita preparação para o TOEFL

8) Elefante Letrado – Plataforma de 400 livros transforma leitura em um jogo para crianças

9) Enpower – Curso de inglês online que aposta em aula de 25 minutos via Skype

10) Flinckr – Aplicativo holandês transforma visita ao museu em aula interativa

11) Ganbatte – Plataforma oferece capacitação profissional a recém-formados

12) GPS da Natureza – Ferramenta que sugere locais para brincar e incentiva o contato das crianças com áreas verdes

13) Kit Mola – O LEGO dos engenheiros e arquitetos, que também ajuda ensinar física no ensino médio

14) Littlebits – Kit de módulos eletrônicos coloridos que leva invenção para sala de aula

15) Me Passa Aí – Site que reúne videoaulas de 8 minutos para reforço universitário

16) Mente Turbinada – Aplicativo que propõe treinamento para exercitar o cérebro

17) Na Real Educação Imersiva – Explore cenários e conteúdos com realidade virtual

18) One Dollar Board – Placa de US$1 para popularizar programação e robótica

19) Osmo Coding – Jogo ensina fundamentos de programação para desenvolver habilidades

20) Piper – Kit de eletrônica que usa Minecraft para ensinar cultura maker

21) Plataforma CpE – Ferramenta que localiza pesquisadores que produzem conhecimento para a educação

22) Politize! – Site que descomplica termos e torna política um assunto fácil de aprender

23) Publica-me – Plataforma que facilita busca, produção e publicação de artigos científicos

24) Scoola – Plataforma ajuda professor a identificar dificuldades de aprendizagem

25) Sticker Pix – Álbum de figurinhas estimula interação entre os alunos

26) Sua Classe, Brasil – Plataforma oferece caminho personalizado para formação de professores


27) UBA – Jogo que estimula hábitos alimentares saudáveis


FONTE: Porvir

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ENSINO HÍBRIDO OU BLENDED LEARNING


   
É a combinação do aprendizado on-line com o offline, em modelos que mesclam (por isso o termo blended, do inglês “misturar”) momentos em que o aluno estuda sozinho, de maneira virtual, com outros em que a aprendizagem ocorre de forma presencial, valorizando a interação entre pares e entre aluno e professor.

Normalmente, a parte presencial prescinde de tecnologia. Nessa etapa, o professor ou tutor se torna responsável por propor atividades que valorizem a interações interpessoais. Aqui, o professor pode propor trabalhos que envolvam toda a turma ou pode dividi-la em grupos menores para a realização de projetos.

Já a parte do ensino realizada com o auxílio de recursos digitais permite que o aluno tenha controle sobre onde, como, o que e com quem vai estudar. Nesse sentido, os dispositivos móveis, como tablets e celulares, e a facilidade de utilizá-los em diferentes ambientes abriu o leque de possibilidades sobre onde esse componente pode ser desenvolvido: dentro da própria sala de aula, na biblioteca, no laboratório de informática e até em casa.

Apesar de serem momentos diferentes, o on-line e o presencial, o objetivo do aprendizado híbrido é que esses dois momentos sejam complementares e promovam uma educação mais eficiente, interessante e personalizada. Já há um esforço da academia e das instituições que estudam o ensino híbrido de categorizar as formas como ele vem se manifestando nas diferentes instituições de ensino que optam por adotá-lo.

Confira, a seguir, uma lista com alguns dos arranjos possíveis de combinação de ensino on-line e offline.

Rotação

Ocorre, normalmente, em uma disciplina específica, na qual os alunos rotacionam por modalidades diferentes de aprendizagem. Um dos formatos possíveis é que o professor monte “estações” com propostas diferentes. Em uma, parte dos alunos podem se dedicar ao ensino via plataformas digitais. Em outra, os estudantes podem estar desenvolvendo projetos em pequenos grupos. Em uma terceira, outro grupo de alunos pode estar com o professor, tirando dúvidas.

Flex

A plataforma on-line é a espinha dorsal desse tipo de ensino. Professores estão por ali, em maior ou menor proporção, tirando dúvidas que apareçam pessoalmente, para cada um ou para grupos pequenos.

Laboratório on-line

Uma plataforma on-line entrega o curso inteiro, mas num lugar físico. Frequentemente os alunos que participam do laboratório também têm aulas tradicionais.

FONTE: Porvir

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

8 Plataformas Adaptativas Que Você Precisa Conhecer


Já falamos algumas vezes por aqui sobre o poder do uso de Big DataGlossário compartilhado de termos de inovação em educaçãona educação e como as chamadas plataformas adaptativasGlossário compartilhado de termos de inovação em educação têm ajudado professores, gestores e redes de ensino a dar mais autonomia aos alunos e a personalizar o processo de aprendizagem. Mas a construção desses algoritmos que analisam o desempenho dos alunos em tempo real e que sugerem conteúdos (vídeos, games, exercícios, textos etc.) específicos para as necessidades de cada um não é uma tarefa fácil.
Ainda são poucas as ferramentas que chegaram lá. Aproveitando o gancho da Education Dive, que publicou recentemente a sua seleção das mais famosas plataformas adaptativas, o Porvir preparou a sua versão da lista incluindo plataformas latinoamericanas. Entre elas estão a Smart Sparrow, que permite que qualquer pessoa crie seu próprio curso, a DreamBox, que personaliza o ensino por meio de games, e a Geekie Games, plataforma nacional que ajuda estudantes a se prepararem para o Enem. 
crédito alex/ fotolia.com






Fonte: PORVIR